FORDU presente na Plataforma de Dublin 2024 dos defensores de direitos humanos de todo mundo
Mais de 100 países do mundo estiveram representados na cimeira mundial dos defensores de direitos humanos realizados na Irlanda, Dublin em Outubro de 2024
O FORDU esteve representado na Plataforma de Dublin-2024, pelo Defensor de Direitos Humanos, Angelo Kapwatcha, na qualidade de Presidente do FORDU e defensor de Direitos Humanos em Angola por mais de 20 anos.
Em um momento de oposição sem precedentes contra os direitos humanos e quem os defende, dezenas de defensores/as de direitos humanos (DDHs) em risco de todas as regiões do mundo se reunirão com representantes de alto escalão e líderes da sociedade civil em Dublin por três dias, de 23 a 25 de outubro, para o principal evento da Front Line Defenders, a Plataforma de Dublin.
Normalmente realizada a cada dois anos, esta é a 12ª Plataforma da Front Line Defenders, que reunirá cerca de 100 DDHs de aproximadamente 100 países diferentes.
Inaugurada em 2002, as Plataformas de Dublin anteriores deram a DDHs de quase todos os países a oportunidade de compartilhar estratégias de defesa e proteção, construir solidariedade com colegas de todo o mundo e interagir com tomadores/as de decisão de alto nível.
“es com grande risco pessoal, para lutar por sociedades mais justas e igualitárias ”, disse Alan Glasgow, Diretor Executivo da Front Line Defenders.
“Porém, os desafios que enfrentam são enormes. Devido à coragem com que realizam seus trabalhos, os/as defensores/as de direitos humanos são frequentemente alvo das piores formas de violência, vigilância, criminalização e outras formas de repressão.“
“A Plataforma de Dublin é um espaço onde os/as defensores/as de direitos humanos podem se reunir, interagir e debater estratégias de segurança, além de aprender habilidades importantes para proteger a si e às outras pessoas. É um lugar onde a esperança e a solidariedade podem levar a ações.”
Os representantes de alto escalão que participarão da Plataforma este ano incluirão: Volker Türk, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos; Mary Lawlor, Relatora Especial da ONU sobre a Situação de Pessoas Defensoras de Direitos Humanos; Michael O’Flaherty, Comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos; e Seán Fleming, Ministro de Estado da Secretaria de Relações Exteriores da Irlanda.
Entre os/as defensores/as de direitos humanos presentes na Plataforma de Dublin estão defensores/as dos direitos LGBTIQ+; defensores/as dos direitos indígenas, da terra e do meio ambiente; mulheres defensoras de direitos humanos; jornalistas que enfrentam ameaças e perseguição; pessoas que lutam contra a corrupção e o abuso corporativo e defensores/as que trabalham em uma série de outras questões.
Os/As defensores/as de direitos humanos que participam da Plataforma enfrentam diversos riscos, desde vigilância digital e assédio online, ameaças de morte e ataques violentos, até criminalização e difamação por meio de campanhas organizadas. Muitos/as trabalham em circunstâncias extremamente desafiadoras em contextos de conflito armado, repressão e outras crises de grande escala. A Front Line Defenders documenta a grande variedade de riscos enfrentados por defensores/as de direitos humanos em sua Análise Global, publicada anualmente.
Antes de cada Plataforma de Dublin, a Front Line Defenders trabalha com todos/as participantes DDHs para coordenar painéis de discussão, depoimentos de defensores/as, apresentações e grupos de trabalho para abordar as questões mais urgentes de segurança e proteção de DDHs. Tais atividades incluem proteção física e digital, apoio ao bem-estar de DDHs e maior visibilidade aos seus trabalhos.
Além de fornecer aos/às defensores/as de direitos humanos conhecimentos que, ao voltar para casa, poderão usar em seus trabalhos com os direitos humanos, a Plataforma de Dublin é um momento crucial para eles/as construírem redes de solidariedade com ativistas com ideais semelhantes em outras partes do mundo.
Os/as Defensores/as de Direitos Humanos presentes também participarão de uma homenagem especial no monumento Memorial de Defensores/as de Direitos Humanos em Iveagh Gardens, em Dublin, para comemorar as centenas de colegas no mundo inteiro que são assassinados/as por causa de seus trabalhos pacíficos. Segundo a iniciativa Memorial DDH – coordenada pela Front Line Defenders – pelo menos 300 defensores/as de direitos humanos em 28 países foram mortos/as em 2023.