Presidente da CEAST considera que o discurso político em Angola é ainda de instigação ao ódio, à exclusão e à partidarização da história do país

O sectarismo e rivanchismo ainda marca a relação de Poder em Angola

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O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, considera que o discurso político em Angola continua a ser uma pedra de arremesso contra as principais aspirações do povo, por não inspirar nem galvanizar os angolanos, e, sim, colocá-los numa condição de “reféns de um passado inglório e de ódio”.

 

Fonte: CEAST

 

O clérigo católico, que discursava na abertura da I Plenária Anual da CEAST, no início desta semana, e que decorre até sexta-feira, 28, em Luanda, criticou o discurso político que instiga o ódio e a divisão entre os angolanos, ante um ambiente dominado por desigualdades económicas, desemprego e pelo número crescente de crianças fora do sistema de ensino.

“Insistem na instigação do ódio, da divisão, da exclusão, da partidarização da história e do fixismo político e ideológico”, afirmou Dom Manuel Imbamba, salientando que o país nunca vai desfrutar das benesses da independência “enquanto nos mantivermos sempre em linhas paralelas, até nos assuntos mais nobres de Estado”.

O presidente da CEAST não tem dúvidas de que, a manter-se o quadro político actual, “estaremos sempre a gravitar na nossa miséria humana, social, política, económica, religiosa e cultural”.

“Todas estas situações geram um clima de desconfiança, incerteza e desconforto, revelam uma gravíssima crise da ética e do patriotismo”, assinalou o católico, assinalando que os “discursos políticos não inspiram, não motivam, nem galvanizam, porque continuam a fazer de nós reféns do nosso passado inglório”.

 

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